top of page

Regularização de Condomínios: Como Fazer Divisão e Escrituração das Unidades

  • Foto do escritor: Dr. Guilherme Herrero
    Dr. Guilherme Herrero
  • 13 de jan.
  • 2 min de leitura

A regularização de condomínios é um passo essencial para garantir segurança jurídica e permitir a divisão e escrituração das unidades autônomas. Sem a regularização adequada, proprietários podem enfrentar dificuldades para vender, financiar ou transferir seus imóveis.


Por que regularizar um condomínio é importante?


A regularização formaliza a existência do condomínio perante a lei. Sem ela, os proprietários enfrentam desafios como:


  • Impossibilidade de registrar unidades em seus nomes.

  • Dificuldade para obter financiamento ou vender imóveis.

  • Riscos de disputas sobre áreas comuns ou limites de propriedade.

  • Multas ou ações judiciais em casos de construções ou ocupações irregulares.


Principais problemas em condomínios irregulares


  1. Falta de registro no Cartório de Registro de Imóveis : O condomínio não possui matrícula individualizada para cada unidade.

  2. Construções fora dos limites aprovados : Desvios do projeto original podem impedir a regularização.

  3. Ausência de aprovação pelos órgãos públicos : Como licenças de construção ou alvarás de funcionamento.

  4. Pendências fiscais : IPTU em atraso ou valores não atribuídos corretamente entre as unidades.


Como regularizar um condomínio?


1. Obtenha o Habite-se


O Habite-se é o documento emitido pela prefeitura que atesta que o imóvel foi construído de acordo com as normas municipais. Sem ele, o registro das unidades no cartório não é permitido.


2. Averbe a construção na matrícula do terreno


Após o Habite-se, a construção deve ser averbada na matrícula do terreno, formalizando a existência do prédio ou condomínio junto ao Cartório de Registro de Imóveis.


3. Elaborar uma convenção de confidencialidade


A convenção de compromisso é o documento que regula o uso das áreas comuns, os direitos e deveres dos proprietários e as regras de convivência. Ela deve ser aprovada por no mínimo 2/3 dos condomínios e registrados no cartório.


4. Individualizar as matrículas das unidades autônomas


Com a convenção registrada, o próximo passo é desmembrar a matrícula do terreno em matrículas individuais para cada unidade. Para isso, será necessário:


  • Planta baixa e memorial descritivo de cada unidade, assinado por engenheiro ou arquiteto.

  • Documentos de aprovação do projeto pela prefeitura.


5. Regularizar pendências fiscais e cadastrais


Certifique-se de que todos os impostos verificados, como IPTU, estão em dia. A prefeitura também deve atualizar os cadastros para refletir as novas unidades autônomas.


Dúvidas comuns na regularização de condomínios


  1. Posso vender uma unidade em um condomínio irregular? Tecnicamente, não. Sem a matrícula individualizada, o comprador não pode registrar o imóvel em seu nome, o que inviabiliza a transação.

  2. E se o projeto foi alterado após a construção? necessário atualizar o projeto junto com a prefeitura e obter a aprovação para o "as built" (como construído).

  3. Quanto tempo leva para regularizar um condomínio? O prazo varia conforme a complexidade do caso, mas com todos os documentos em ordem, o processo pode ser concluído em alguns meses.


Conclusão


A regularização de condomínios é essencial para garantir a valorização e a segurança jurídica dos imóveis. Apesar de ser um processo burocrático, com o suporte de um advogado especializado, é possível resolver pendências e formalizar unidades de forma eficiente.


Tem um condomínio irregular e precisa de orientação? Entre em contato e agende uma consulta para iniciar o processo de regularização!

como regularizar condomínio irregular — divisão e escrituração de unidades

Comentários


bottom of page